Em reunião com mais de 23 mil comunicadores de todo o país, na manhã desta terça-feira (18), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da Coligação Brasil da Esperança, pediu empenho de todos e todas nos últimos 12 dias de campanha eleitoral para “destruir a máquina de mentiras” criada em 2018 por Jair Bolsonaro (PL), e mantida pelo gabinete do ódio na propagação de fake news.

“Essas eleições dependem muito do esforço de vocês nos próximos dias. É preciso destruir essa máquina de contar mentiras que foi criada no Brasil em 2018. Eles gastam muito dinheiro para contar muita mentira e nós gastamos pouco para falar a verdade. Mas, tenho certeza de que a verdade vencerá”, disse o ex-presidente.

Lula também pediu aos influenciadores que saiam da defensiva diante dos ataques proferidos pelos apoiadores de Bolsonaro. “A gente não pode ficar apenas como se fosse alvo, com um escudo tentando rebater as críticas. É pouco”, enfatizou Lula. “A gente não pode só ficar repetindo: ‘Lula não vai fechar igreja’. Nós temos prova histórica. Fui presidente por oito anos, eu não fui oito dias. (…) Temos história que a nossa relação com a igreja é a mais democrática, a mais saudável possível.”

“É por isso que eu espero que a gente consiga organizar as forças democráticas desse país pra gente enfrentar o negacionismo, a barbárie, que tenta se implantar nesse país e em outros países do mundo”.

Ao dizer isso, o ex-presidente afirmou que Bolsonaro “não está sozinho” e está ligado a uma corrente da extrema-direita mundial. “O Bolsonaro está ligado a uma corrente de extrema-direita no mundo que já governa Hungria e que agora ganhou na Itália. E que tem muitas disputas em vários países da Europa. É importante saber que a nossa luta agora é mais do que fizemos no 1º turno”, disse.

“Vamos ter que suspender todas as horas vagas para se integrar na campanha, para poder mostrar o que vai acontecer nesse país se essa barbárie continuar”, enfatizou.

Ao falar ainda das mentiras contadas pelo atual presidente, Lula citou o recuo no preço dos combustíveis, forçada através da redução dos impostos estaduais. “Com todo esforço que ele fez, a gasolina voltou a subir e o que ele fez com a redução do ICMS vai recair sobre a educação e a saúde dos estados no ano que vem”. Além disso, ele pediu que seja feito um conteúdo não apenas para desmentir as mentiras, mas para lembrar o que foi feito nos governos petistas e propagar as propostas, para caso vença as eleições.

“Nós não podemos ficar apenas respondendo as mentiras, esclarecendo que não vai fechar igreja. É só mostrar o que a gente fez. Ele sabe que fomos nós que regulamos a lei em 2003 para que tivesse liberdade religiosa nesse país. Ele sabe disso, mas ele conta a sua mentira todo santo dia e isso vai parecendo que é verdade. (…) As pessoas que vão distribuir conteúdo precisam saber o que nós fizemos, não apenas desmentir o que estão falando”, enfatizou.

Lula frisou ainda que essa “é uma eleição muito difícil”. “Eu nunca vi na história do Brasil, alguém gastar a quantidade de dinheiro que esse homem está gastando. Nunca vi. Se somar todos os presidentes do Brasil, acho que não gastou nem 10% do que ele está gastando”, afirmou Lula em referência às políticas públicas implementadas por Bolsonaro em ano eleitoral.

Apoio

Antes da declaração de Lula, nomes como Manuela D’Ávilla (PCdoB), o presidente do PDT, Carlos Lupi, o deputado eleito, Guilherme Boulos (PSOL-SP), o deputado federal André Janones (Avante-MG), que estão na coordenação das redes ao lado de Edinho Silva (PT), direcionaram a ação nas redes.

A Senadora Simone Tebet (MDB), em sua fala, se colocou à disposição da campanha e, assim como Lula, disse que, nesse momento, é preciso focar em duas questões. “Primeiro, combater o conteúdo que gera medo. É tão importante quanto a combater que gera medo é gerar conteúdo que mostre o governo desumano e desonesto do Jair Bolsonaro”, disse.

Para exemplificar, Simone citou a mentira sobre a manutenção do Auxílio Brasil de R$ 600 em 2023, que não tem previsão na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) enviada pelo governo ao Congresso. “Além disso, ele cortou em mais de 90% os programas sociais para pagar orçamento secreto”.

Lula elogiou o empenho da senadora e disse que ela irá rodar o Brasil com ele na reta final da campanha. “Você vai receber a agenda e nós vamos dar uma volta por alguns estados brasileiros”.

O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) e a presidente do PT, Gleisi Hoffmann, também participaram.

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