O ministro da Justiça em exercício, Ricardo Cappelli, disse que a manifestação em defesa da democracia, marcada por Lula para o dia 8 de janeiro, será “histórica” e que qualquer movimentação golpista já está sendo monitorada.

O ato marcará um ano desde a tentativa de golpe bolsonarista, quando os apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro invadiram e depredaram as sedes do Palácio do Planalto, Supremo Tribunal Federal (STF) e Congresso Nacional para tentar derrubar Lula.

Cappelli disse que no 8 de janeiro de 2024 “teremos um ato histórico, uma iniciativa do presidente Lula que foi abraçada pelos chefes de todos os poderes. Um ato de festa, de celebração democrática”.

No Ministério da Justiça, “a gente está aqui cuidando da questão da segurança”.

“O Brasil é um país livre, democrático. Manifestações democráticas são sempre bem vindas e absolutamente naturais. O que a gente tem monitorado são ameaças e ataques às instituições democráticas”, explicou.

Segundo o nº 2 do ministro da Justiça, Flávio Dino, nenhuma ameaça golpista foi identificada até o momento.

Dino, que foi indicado por Lula e aprovado pelo Senado para ser ministro do STF, permanecerá no Ministério até o dia 8 de janeiro. Ele está de férias até o dia 5.

Lula explicou que Dino “vai ficar como ministro até o dia 8, porque dia 8 nós estamos convidando um ato, sabe? Para lembrar a tentativa de golpe no dia 8 de janeiro”.

Quando anunciou o ato em defesa da democracia, o presidente disse que queria “ter todos os governadores, deputados, senadores e empresários” presentes “para a gente nunca mais deixar as pessoas colocarem em dúvida que o regime democrático é a única coisa que dá certeza de as instituições funcionarem e do povo ter acesso a participar da riqueza que produziu”.

Desde a tentativa de golpe do dia 8 de janeiro, diversos organizadores foram presos em operações da Polícia Federal e estão sendo condenados pelo STF. As penas vão de 12 a 17 anos de prisão.

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Golpe pediu o indiciamento de Jair Bolsonaro por associação criminosa, violência política, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado por ser “autor, seja intelectual, seja moral, dos ataques perpetrados contra as instituições”.

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