O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou reunião com o ministro da Defesa, José Múcio Monteiro, para a tarde desta sexta-feira (8), com o objetivo de tratar da situação entre Venezuela e Guiana e a disputa em relação ao território de Essequibo. O encontro também deverá abordar outros assuntos relacionados à pasta. 

A liderança que o Brasil exerce na América do Sul, sua posição em favor do diálogo e de saídas pacíficas para a superação de divergências e a forma como o governo Lula tem tratado a questão são fatores fundamentais para a busca de uma saída não conflituosa para o impasse. 

Nesta quinta-feira (7), na abertura da Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, realizada no Rio de Janeiro, Lula declarou: “Estamos acompanhando com crescente preocupação os desdobramentos relacionados à questão do Essequibo. O Mercosul não pode ficar alheio a essa situação”.

Ele reafirmou que “uma coisa que não queremos aqui na América do Sul é guerra. Nós não precisamos de guerra, de conflito. O que precisamos é construir a paz, porque somente com muita paz a gente pode desenvolver o nosso país, gerar riqueza e melhorar a vida do povo brasileiro”. 

Declaração conjunta

Na ocasião, o presidente brasileiro propôs uma declaração conjunta entre os países e declarou: “Enfatizo a importância de que as instâncias da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac) e União de Nações Sul-Americanas (Unasul) sejam plenamente usadas para o encaminhamento pacifico dessa questão”, disse, completando que o Brasil estará à disposição para sediar quantas reuniões forem necessárias. 

O documento aponta que “os Estados Partes do Mercosul, Chile, Colômbia, Equador e Peru manifestam sua profunda preocupação com a elevação das tensões entre a República Bolivariana da Venezuela e a República Cooperativa da Guiana. A América Latina deve ser um território de paz e, no presente caso, trabalhar com todas as ferramentas de sua longa tradição de diálogo”. 

O texto diz, ainda, que nesse contexto, os países “alertam sobre ações unilaterais que devem ser evitadas, pois adicionam tensão, e instam ambas as partes ao diálogo e à busca de uma solução pacífica da controvérsia, a fim de evitar ações e iniciativas unilaterais que possam agravá-la”. 

Devido à instabilidade na região próxima à área em disputa, o Exército Brasileiro intensificou, nesta semana, a presença de militares e de equipamentos na fronteira do Brasil com a Venezuela em Pacaraima, no Norte de Roraima. 

Com agências

(PL)